Cirurgias Disabsortivas

Cirurgia da Obesidade - Brasília-DF

Técnicas disabsortivas

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Existem três formas básicas de tratamento cirúrgico:

  • Através das técnicas restritivas
  • Das técnicas disabsortivas
  • Técnicas mistas.

O que são técnicas disabsortivas?

São técnicas que permitem ao paciente comer, no entanto atrapalham a absorção dos nutrientes e com isto levam o obeso ao emagrecimento.
São em geral muito bem sucedidas quanto ao emagrecimento que pode chegar a 40% do peso original, no entanto tem necessidade de controle mais rígido quanto a distúrbios nutricionais, de elementos minerais e vitaminas.

Estas operações são conhecidas como "desvios do intestino”?

Desviam uma boa parte do caminho que os alimentos tem que passar desta forma fazendo um curto circuito levando a uma absorção menor dos nutrientes.

Dentre as várias técnicas propostas, três são as mais conhecidas e, o mais importante, reconhecidas:
A cirugia de Payne que é um desvio intestinal grande sem se mexer no estômago.

Esta é uma cirurgia de exceção, pois pode levar a distúrbios nutricionais muito acentuados e é somente utilizada através de critérios rigorosos.

Muitas vezes esta cirurgia é utilizada como tratamento temporário em pacientes excessivamente obesos.
Por ser uma cirurgia tecnicamente simples, ela é realizada em um primeiro tempo para o paciente perder algum peso para depois se fazer a cirurgia definitiva num segundo tempo.

Outra cirurgia disabsortiva chama-se derivação biliopancreática ou cirurgia de Scopinaro (nome do cirurgião que inventou este procedimento).

Esta cirurgia consiste em retirar a metade do estômago, desta forma fazendo com que o paciente possa comer um volume menor, porém satisfatório, associado a um "desvio intestinal" importante.

Habitualmente a vesícula biliar é retirada neste procedimento: quase 90 % dos pacientes podem apresentar pedras na vesícula durante o processo de emagrecimento. É uma cirugia que apresenta bons resultados e uma perda de 40% do peso total.

A terceira técnica chama-se Derivação Bilipancreática com Duodenal Switch ou cirurga de Hess na qual é realizada uma ressecção longitudinal do estômago.

Neste procedimente é preservada a anatomia básica do estômago e sua fisiologia no esvaziamento do alimento do estômago.

Outra adição à técnica é a preservação de uma pequena faixa do duodeno (primeira porção do intestino delgado).

Esta pequena faixa de duodeno favorece a absorção de inúmeros nutrientes incluindo proteínas, calcio, ferro e vitamina B12. O que não acontece nas outras cirurgias para perda de peso. Vem sendo considerada uma evolução das cirurgias.

O componente disabsortivo (desvio intestinal) do duodenal switch faz com que o alimento venha por um caminho enquanto os sucos digestivos ( bile e suco pancreático) venham por outro.
Eles se encontram apenas a 100 cm de acabar o intestino delgado. Isto inibe a absorção de calorias e nutrientes levando a um emagrecimento importante.

As principais vantagens desta cirurgia são:

1. seu estômago foi diminuido sem a presença de bandas ou anéis;
2. A cirurgia pode ser totalmente revertida (com exceção da faixa de estômago que foi retirada);
3. não é retirada nada do seu intestino como é proposto em outras técnicas;
4. Alguns nutrientes são absorvidos na pequena faixa de duodeno preservada;
5. O volume de alimento que vai poder ingerir em alguns meses de pós-operatório vai ser praticamente normal e finalmente;
6. A perda de peso é consistente e duradoura.

Em estudos recentes pôde-se comprovar que aqualidade de vida dos pacientes submetidos a este procedimento apresentam maior satisfação a longo prazo.

Todas as cirurgias disabsortivas têm riscos e complicações a curto e longo prazo. É muito importante discutir com seu médico sobre estas complicações e o que pode ser feito para previní-las.  

Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica

 

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